EDUCAÇÃO INFANTIL | JOVENS E ADULTOS 
Educação Infantil

                                   PROJETO AMIZADE – EDUCAÇÃO INFANTIL

 

1.       OBJETIVOS

 

·          Desenvolver competências sociais em crianças de quatro a seis anos

·          Mostrar como serem amigas

·          Exercitar a identificação, sensibilidade  e fala pública sobre diferentes sentimentos

·          Destacar como lidarem com as quatro emoções básicas: medo, alegria, tristeza e ira

·          Ajudar a expressarem sentimentos que lhes desagradam

 

2.       PÚBLICO-ALVO

 

·          15 a 20 crianças de quatro a seis anos

 

3.       RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS

 

·          Recursos materiais: cartolinas, canetas hidro-cor, revistas velhas

·          Outros recursos materiais, caso se faça opção por um treinamento e expressão das múltiplas inteligências (Ver fonte de referência 5º)

·          Recursos Humanos: um a dois Mediadores previamente treinados

 

 

 

4.       QUESTÕES RELEVANTES

 

·          O que é a amizade?

·          Amizade é o mesmo que amor?

·          O que é um amigo de verdade?

·          Qual a importância de um amigo?

·          O que é o medo?

·          Que coisas nos fazem felizes?

·          Por quê ficamos tristes?

·          O que nos deixa com raiva?

·          Como não falar a um amigo?

·          Como falar a um amigo?

 

E inúmeras outras do mesmo tipo, levantadas pelas próprias crianças

 

5.       FONTES DE REFERÊNCIA

 

·          ANTUNES, Celso – Alfabetização Emocional. Petrópolis. Editora Vozes. 7ª edição. 1999

 

·          ANTUNES, Celso – Fascículo 6 da Coleção Na Sala de Aula / A Alfabetização Moral em Sala de Aula e em Casa, do Nascimento aos Doze anos. Petrópolis. Editora Vozes.  2ª Edição. 2002

 

·          ANTUNES, Celso – Fascículo 7 da Coleção Na Sala de Aula / Um Método para o Ensino Fundamental: o Projeto. Petrópolis. Editora Vozes.  2ª Edição. 2002

 

·          ANTUNES, Celso – A Construção do Afeto. São Paulo. Augustus Editora. 4ª edição. 2001

 

·          ANTUNES, Celso – Fascículo 3 da Coleção Na Sala de Aula / Como Desenvolver Conteúdos Explorando as Inteligências Múltiplas. Petrópolis. Editora Vozes.  2ª Edição. 2002

 

·          LeDOUX, Joseph -  O Cérebro Emocional. São Paulo. Editora Objetiva. 1998

 

·          RESTREPO, Luis Carlos – O Direito à Ternura. Petrópolis. Editora Vozes. 2ª edição. 1998

 

 

6.       COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS

 

·                     Afetividade

·                     Auto-estima

·                     Otimismo

·                     Controle dos impulsos

·                     Empatia – Compreensão do outro

·                     Prestatividade e solidariedade

·                     Sinceridade

·                     Empatia no ouvir

·                     Comunicação Interpessoal

·                     Pensamento dirigido

·                     Autoconhecimento

·                     Administração das Emoções

 

7.       FASES DO PROJETO

 

·                     ABERTURA

 

Mediadores, pais, professores, pessoas da comunidade especialmente convidadas discutem e elegem as competências desejadas e a seleção de questões que a culminância do projeto deverá responder.

 

 

 

·                     O TRABALHO PRÁTICO – ESTRATÉGIAS

 

PREPARAÇÃO DO ROTEIRO

 

Os professores e os Mediadores escreverão roteiros de apresentações teatrais simples, cuja duração não deve exceder 15 minutos e que devem vivenciar cenas do cotidiano dos alunos  envolvendo temas de relações interpessoais para ajudarem as crianças aprenderem como serem amigas, reconhecerem e falarem sobre diferentes sentimentos, lidarem com verdade e com a mentira, com a ira e com a dor, com o medo e a tristeza, com a alegria e com a felicidade e como expressarem o que lhes agrada e desagrada. Essas pequenas peças podem simular situações do pátio da escola, disputa por lugares, formas de abordagem, etc.

 

ENSAIO

 

Para cada encenação haverá um grupo de “atores” e outro de “espectadores”, mas todos os alunos nas diferentes peças desenvolverão ambos papeis. Durante o ensaio não deve ocorrer a prioridade de “lições de conduta” ou julgamento sobre “atitudes certas ou erradas” ainda que o aparecimento destas, possa gerar uma resposta serena e coerente por parte do(s) intermedializador(es). Os Mediadores poderão ou não introduzir o “ponto” com um ator que não aparece, ajudando os atores nas falas a serem praticadas.

 

APRESENTAÇÃO

 

A apresentação de cada peça se dará de forma similar a qualquer apresentação teatral.

 

 

DEBATES

 

Após a encenação deverão ocorrer os debates, envolvendo inicialmente apenas os alunos e os Mediadores. Nesse debate deve prevalecer a solicitação de opiniões sobre atitudes, gestos, posturas, ações ainda que as mesmas não devam suscitar julgamentos morais por parte dos professores. Não existe um tempo prescrito previamente para a duração dos debates, embora os Mediadores devam mostrar sensibilidade para não o prolongarem além dos limites do interesse por parte dos alunos envolvidos.

 

SÍNTESE CONCLUSIVA

 

Concluído os debates os Mediadores sintetizarão as conclusões gerais, enfatizando o que se levou os alunos a aprenderem com a atividade.

 

FECHAMENTO

 

É extremamente importante destacar que os valores e os ensinamentos conquistados necessitem ser retomados em momentos e circunstâncias diferentes, internalizando-se nas atitudes dos professores, contextualizando-se aos temas curriculares desenvolvidos. Em verdade, a encenação, debate e síntese conclusiva jamais deve “encerrar” a atividade, antes abrir espaço para práticas sobre novas formas de relacionamento e emprego constante das habilidades sociais no cotidiano dos alunos.

 

8.       LINGUAGENS APLICADAS

 

Importante atividade de reforço é, em outra oportunidade, reunir-se os participantes do Projeto solicitando que expressem através de diferentes linguagens – pinturas, paródias, colagens, desenhos, corais, etc. – os valores desenvolvidos e supostamente apreendidos durante a atividade.

 

Atividade extremamente enriquecedoras é utilizar diferentes estratégias de comunicação, conforme as inteligências humanas suscitadas – lingüistica, lógico-matemática, visuo-espacial, sonora, cinestésico-corporal, naturalista, intra e interpessoal – e organizar painéis ou murais expressando os valores assumidos.

 

9.       AVALIAÇÃO

 

A forma de avaliação será desenvolvida através da comparação de relatórios  organizados por todos os elementos da equipe docente avaliando as atitudes dos alunos em sala de aula e no pátio da escola, antes e depois da realização de cada encenação, enfatizando a eventual permanência, após seis meses ou mais, de valores eventualmente assumidos.