Editorial

DEPOIS DA TEMPESTADE

Somos, todos nós pais e professores, como pescadores e marinheiros que vimos nosso singelo barco envolvido pela tempestade, cruel e inesperada de uma quarentena.

Diante da inevitável angústia desta inesperada crueldade, resta-nos apenas duas alternativas:

Ou, em desespero, lamentar a sofreguidão da angústia e, enfraquecidos, cruzar os braços;

Ou reagir a ela, sentindo-se ainda mais fortes pela força da solidariedade, pela crença de que novos e bons tempos chegarão.

Diante disto, como educadores, pouco importando se como professores ou pais, devemos olhar com firmeza o horizonte e acreditar que é imprescindível plantar novas esperanças e esperar por um outro e novo amanhecer. Substituir lamentos por ações, amarguras pela fé transformadora da reconstrução.  Para que tal ocorra atrevemo-nos sugerir alguns passos que acreditamos, imprescindíveis e imediatos:

  • Criar no lar, se é que já não existe um “momento da família“. Espaço diário, como hora unanimemente acordada entre todos, em que se desliga telefones móveis e fixos, rádio ou televisão e por meia hora ou pouco mais, se conversa, troca ideias, elabora planos, semeia-se outras vivências.

Nada impede que, mesmo nas escolas, assoberbadas por atrasos em conteúdos conceituais, também, mantendo razoável distância, conversar sobre planos, inventar estratégias de convívio, realçar momentos de alegria e sobre novas formas de amizade e ternura recíproca que, então, deveremos começar a construir. Continuar lendo >

Crônica do Mês

UMA PERGUNTA E MUITAS RESPOSTAS

– Mamãe por que tem horas que seus olhos brilham… brilham tanto como o luar da noite, brilham como faróis na escuridão e, outras vezes, nada brilham e assim se parecem com a noite em que as nuvens se esconderam a lua e os faróis sumiram-se na escuridão!

– Como assim! Meu bem… que história mais estranha é esta que você está inventando. Acho que meus olhos, querido, brilham sempre de maneira igual…

– Não mamãe… não brilham. Quando eu chego da escola e você corre ao meu encontro perguntando como foi meu dia, o que aprendi, o que mais gostei e não gostei nas brincadeiras… enfim, mamãe, quando você, curiosa, pergunta coisas e mais coisas e, ansioso, me faz delas falar… então, mamãe, seus olhos brilham, brilham tanto que corro ao espelho e parece que vejo os meus assim também brilhar…

– Você quer dizer, querido, que em outras vezes meus olhos não brilham! Continuar lendo >

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