EDITORIAL

 

Queridos amigos.

Junho vai embora e eu e Wanda, que estamos completando 50 anos de casado, estamos também viajando para o exterior, de onde voltaremos somente quando a Copa do Mundo terminar, que sinceramente espero se consagre com alegria.

Em Junho estive em muitos lugares sobre os quais, com prazer ou lamúrias, falarei assim que retornar. Um grande abraço.

 

AMOR E PERDÃO

 

Não é necessário conceituar o amor e, de igual forma, é inútil buscar conceito para o perdão. Qualquer pessoa define esses sentimentos, ainda que os poetas, filósofos e romancistas o façam com belas palavras que emolduram nobres emoções e as pessoas comuns, definam o amor e o perdão com palavras singelas, termos baldios. Mas, se é desnecessário conceitos para amor e para o perdão a diferença entre eles aí estaciona. O amor é, indiscutivelmente, mais forte, mais nobre e muito mais essencial que o perdão.

 

Existem pessoas que passam pela vida sem nunca sentirem-se agraciadas pelo amor. Amam, é claro que amam, mas não despertam igual sentimento. Sentem-se tristes e é impossível que assim não se sintam. Mas, o que fazer? Receber amor é contingência que vem do outro e se este não nos outorga, nada se pode fazer senão o olhar entristecido de criança pobre diante de vitrine de brinquedos. Nesse triste olhar sempre cabe espaço para esperança de “um dia, quem sabe...” Não tenho pena dos que nunca receberam o amor que deram, posto que os desígnios da vida estejam além da compreensão humana, mas tenho por essas pessoas sentimento de profundo afeto e intensa admiração. São verdadeiros ídolos, ainda que ídolos tristes.

 

Existem pessoas que passam pela vida sem qualquer vontade de perdoar e seu caso é diferente dos que passam pela vida sem receber amor. Enquanto ser amado é ação involuntária que de outro depende, perdoar é ação pessoal, gesto intransferível, decisão que se assume ou se rejeita. Compreendo que perdoar não implica em aceitar e que, muitas vezes, até podemos perdoar a quem não desejamos livres da justiça, liberto da pena, responsáveis pelo preço do que a outros seus gestos marcaram. Tenho, sinceramente, muita pena das pessoas que não sabem perdoar. São criaturas que passam pela vida remoendo ódios, restaurando lembranças, digerindo vômitos e não poucos exibem essa bandeira como glória, se exalta por esse sentimento de egoísmo extremo.

 

Quem não sabe perdoar jamais conhece o carinho do recomeço, a alegria do reencontro. Tenho pena de pessoas que passam pela vida sem percebe-la breve, navegam por pensamentos de ódio sem descobri-los sórdidos. Os que sabem amar e amam são dignos da vida, ainda que triste se nunca amados. Os que são perdoados e jamais perdoam apenas existem, passam pela vida com amargura, sem aprender vive-la.

NOVO TELEFONE
Informamos que a partir de 10/10/08 nosso telefone de contato passará a ser (0XX11) 2211-9629.
AGENDA
Rio de Janeiro - RJ 21/07
Gramado - RS 22/07
Florianópolis - SC 23/07
Ijuí - RS 24/07
Petrópolis - RJ 25/07
Embu Guaçu - SP 26/07
Ubatuba - SP 28/07
Recife - PE30/07
Infelizmente, algumas vezes somos surpreendidos por cancelamento de eventos previamente agendados e que tiraram a oportunidade de aceitação de outros. Por isso a validade da Agenda Mensal é relativa e é sempre interessante uma consulta telefônica para sua confirmação.

A participação em eventos dependerá de contato prévio com a entidade promotora.

Para agendamento de palestras e cursos, esclarecimentos sobre temas, custos e outras providências contactar Fernanda. Fones (11) 2211-9629 / (11) 8162-7406
CONVERSANDO
E APRENDENDO

Não são pequenas as pretensões destas páginas.

 

Mais que apresentar uma síntese da obra de Celso Antunes e publicar a cada mês crônicas e ensaios sobre temas educacionais, pretendem ser fonte permanente de consulta, aberta a críticas e qualquer tipo de sugestões. Use-as para perguntar o que desejar, pois se ignorarmos a resposta, não mediremos esforços para tentar descobri-la, mas use-as também para opinar e propor idéias, apresentar projetos, relatar estudos e pesquisas.

 

Não são estas apenas páginas de um educador, mas veículo aberto a todos que possuem algo a dizer. Reiteramos aqui o que sempre afirmamos. Não sabemos como será o amanhã, sabemos apenas que terá a forma que o educador lhe atribuir.

Celso Antunes
Nº de visitas: 176021