|
|
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|
EDITORIAL Eu não poderia deixar janeiro esfumaçar-se no tempo que corre, sem agradecer pelos momentos admiráveis que vivi e senti nesse começo de ano.
Abrindo 2012 nessa sempre maravilhosa Lisboa, de tanto fado e inesquecíveis bacalhoadas, comecei palestras nesse sonho admirável do Projeto Iramar em Diadema (SP) e, logo depois, trabalhando com essa maravilhosa Escola Indianópolis (SP) em São Paulo, onde a Nilce, cada vez mais bela em seu entusiástico valor, une, integra e materializa todas as formas de possíveis inclusão.
De São Paulo, estranhamente frio, busquei calor em Maceió (AL) e me fartei de luz e encanto nessa FITs admirável para, correndo, voltar a minha cidade e no Parque Peruche, descobrir obra que busca reinventar a esperança.
O mês agonizava, mas ainda sobrou tempo para, mais uma vez e com renovado orgulho, abrir o ano letivo das Escolas Adventistas do Rio de Janeiro e correr para a sempre admirável Bahia (de Todos os Santos e seus pais) e fazer palestras em Senhor do Bonfim e Caldeirão Grande.
Mas, como não apenas de palestras se vive, sobrou tempo para aprofundar livros que espero lançar logo, ler bastante e escrever artigo para a Revista Aprendizagem, programar trabalho criativo na notável TV Futura (Globo) e correr e suar atrás da perda de peso que a viagem a Portugal gostosamente me fez esquecer.
Crônica do mês
A INQUESTIONÁVEL SUPERIORIDADE DA MULHER
Não é lá muito antiga a convicção de que as mulheres são tão capazes quanto os homens e fazem tudo tão bem quanto eles. Na maior parte dos casos possuem força física menor, mas têm um papel significativo na reprodução da espécie, que para os homens é quase supérflua. Desde há muito essa consciência era nítida entre os homens que jamais a admitiam publicamente, mas sempre as expunham menos aos riscos da guerra. Se perdas são inevitáveis que se perca o que possui valor menor. Mas, se é assim como explicar durante séculos à subordinação feminina?
Uma boa explicação, acreditamos, é as mulheres conscientes de sua superioridade terem se tornado voluntariamente cúmplices da própria submissão, pois esse papel convinha às sociedades em que as crianças eram recursos imprescindíveis ao futuro e exigiam força de trabalho inteligente em criá-las. Na prática, a liberação da mulher para outras funções ganhou impulso nas sociedades industrial e pós-industrial e desde então em todas as funções o espaço feminino se amplia e se constata sua inefável superioridade. Mas, não seria essa afirmação um preconceito ao avesso? Existe maneira de prová-la?
Temos plena convicção que sim e rápido exame sobre a importância do cérebro para tudo que se inventa ou descobre e a oposição entre as lateralidades esquerda e direita são fatos impossíveis de se negar. Os homens, sempre e em toda parte sempre contaram com a dominância do lado esquerdo caracteristicamente verbal e analítico, simbólico e abstrato, temporal e lógico, enquanto que nas mulheres a predominância do hemisfério direito destacava aspectos concretos e sintéticos, perceptivo e configuracional, analógicos e intuitivos. Essas duas metades do cérebro percebem a realidade de maneira diferente e fundamentam relações interpessoais de forma divergente. Por muito tempo se insistiu que uma mistura homogênea dessas funções seria o ideal, mas a neurologia comprova que isso não é verdade.
A condição verbal e analítica do cérebro explica a prepotência e a competição egoísta e conceitos de mundo simbólicos e abstratos estão na base da utopia inalcançável e da ambição desmedida. Os homens sobrepõem a urgência à paciência e sua idéia de exatidão não admite oposição senão pela guerra e pela força bruta. As mulheres, ao contrário, possuem estruturas cerebrais que exaltam a clareza da objetividade, a força da percepção, a sensibilidade estética e argumentação que virá às costas as armas e porradas. Não é por outra razão que as mulheres sonham sonhos plausíveis, plantam sementes de esperança e suas idéias estão na base do amor e da sustentabilidade, da beleza e da esperança. A divulgação dessa certeza não é, sabidamente, política e bem mais afável seria esconder evidências e proclamar a harmonia entre seres diferentes, mas igualmente essenciais. Pura balela. A ciência existe em função de fatos e realizações humanas mostram o lado esquerdo associado ao terrorismo e exclusão, violência e ambição se opondo a um lado direito intuitivo e sonhador que planta a paz, mesmo quando botas teimam em pisoteá-las.
Bem sei que esta crônica não é nada simpática aos homens e não duvido que segundo sua forma única de refletir alguns bem que gostariam de cobrir de socos e desafios ao seu autor. Consola-o, entretanto, a esperança de que ao lado desse dinossauro posso sempre existir uma mulher destacando o quanto de tolice e de criancice predomina nessa convicção. E pretextando a essencialidade da compra de mais uma bolsa, arrasta seu buldogue de estimação ao shopping mais perto. ) |
NOVO TELEFONE
Informamos que a partir de 10/10/08 nosso telefone de contato passará a ser (0XX11) 2211-9629.
AGENDA
Infelizmente, algumas vezes somos surpreendidos por cancelamento de eventos previamente agendados e que tiraram a oportunidade de aceitação de outros. Por isso a validade da Agenda Mensal é relativa e é sempre interessante uma consulta telefônica para sua confirmação.
A participação em eventos dependerá de contato prévio com a entidade promotora. Para agendamento de palestras e cursos, esclarecimentos sobre temas, custos e outras providências contactar Fernanda. Fones (11) 2211-9629 / (11) 8162-7406
Não são pequenas as pretensões destas páginas. Mais que apresentar uma síntese da obra de Celso Antunes e publicar a cada mês crônicas e ensaios sobre temas educacionais, pretendem ser fonte permanente de consulta, aberta a críticas e qualquer tipo de sugestões. Use-as para perguntar o que desejar, pois se ignorarmos a resposta, não mediremos esforços para tentar descobri-la, mas use-as também para opinar e propor idéias, apresentar projetos, relatar estudos e pesquisas. Não são estas apenas páginas de um educador, mas veículo aberto a todos que possuem algo a dizer. Reiteramos aqui o que sempre afirmamos. Não sabemos como será o amanhã, sabemos apenas que terá a forma que o educador lhe atribuir. Celso Antunes
|
| Nº de visitas: 101997 |