EDITORIAL

 

O mês de março, célere se vai, e espero por abril agradecendo, e muito, a acolhida repleta de emoções e transbordante de carinho e respeito que recebi em Laranjal Paulista (SP), Colégio Doze de Outubro / Positivo, onde década atrás lecionei (SP) e ainda Piripiri (PI), Viçosa do Ceará, Acopiara (CE), Mossoró (RN) e Canavieiras (BA). Com igual emoção, ainda em março estive no Canal Futura onde sempre participo (RJ), na RIT TV (SP) e, sobretudo, com uma admirável equipe comandada pelo Gilberto e Luciana Fogaça, em Carapicuíba (SP) gravando aulas, mensagens, propostas.

A todos, sem qualquer exceção, e ao pessoal do IMEPH (CE) em especial, um sentimento de ternura e carinho que nem as chuvas de março conseguiram molhar.

             

A CHUVA QUE FAZ O MAR

Vivemos tempos líquidos, virtuais, tecnológicos.

A solidez tradicional das estruturas familiares, cultos espirituais, gigantismo empresarial e cotidiano escolar passam por radical mudança e muito em breve estaremos substituindo livros de papel por e-books, cadernos e agendas convencionais por tabletes, locadoras de filmes pelo cinema “free” ou “on demand”, cooperativas de taxis por aplicativos específicos e mais, muito mais. No contexto dessa liquidez virtual e tecnológica ganha vulto os avanços notáveis da neurociência e a consolidação da inequívoca certeza da neuroplasticidade.

O cérebro plástico, mutável e capaz de responder a estímulos abre caminhos para os novos tempos e a velha e encarquilhada escola de antes agora se configura em centro de educação que ensina a pensar, desperta inteligências, mostra como administrar emoções e conscientiza que se valores éticos não constituem carga hereditária é possível aprende-los e materializa-los e que a memória essencial não é mais atributo restrito da pessoa, mas de seu tempo e seu saber sobre tecnologia e navegações eletrônicas.

A grandeza inefável dessas conquistas muda a cara da escola, o papel do educador, a função social da família, mas a descoberta dessas mudanças, entretanto, não pode dispensar os fluídos para sua manutenção, essenciais combustíveis para que os ganhos sobre a administração da mente não se percam assoladas pelo volume de informações ou a pressa de conquistas ainda mais ousadas. E quais são ou quais seriam os “combustíveis” essenciais para essa consolidação? Apenas dois e muito simples, baratos e fáceis, mas absolutamente imprescindíveis: A inequívoca certeza da existência de um programa ou projeto de estimulações e o desenvolvimento de hábitos de leitura – impressa ou eletrônica – que ampliando o vocabulário e reafirmando a sabedoria consolidada impede que o que se ganha pela manhã se perca à noite. Isso mesmo. Não existem conquistas expressivas para a cognição senão um planejamento expressivo, senão estímulos programados em doses diárias tal como para os músculos a presença de treinamento como meio de modificabilidade. O outro combustível, tão imprescindível quanto o primeiro, é a consolidação do gosto pela leitura, a mudança da sabedoria em gotas por outra plena de conteúdo e fixação. E é, justamente, nesse particular que cresce meu ânimo e entusiasmo por inúmeros projetos como “Nas Ondas da Leitura” capaz de materializar na criança essa paixão e reafirmar Castro Alves ensinando que “o livro caindo n’alma é germe que faz palma, é chuva que faz o mar”.

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CONVERSANDO
E APRENDENDO

Não são pequenas as pretensões destas páginas.

 

Mais que apresentar uma síntese da obra de Celso Antunes e publicar a cada mês crônicas e ensaios sobre temas educacionais, pretendem ser fonte permanente de consulta, aberta a críticas e qualquer tipo de sugestões. Use-as para perguntar o que desejar, pois se ignorarmos a resposta, não mediremos esforços para tentar descobri-la, mas use-as também para opinar e propor idéias, apresentar projetos, relatar estudos e pesquisas.

 

Não são estas apenas páginas de um educador, mas veículo aberto a todos que possuem algo a dizer. Reiteramos aqui o que sempre afirmamos. Não sabemos como será o amanhã, sabemos apenas que terá a forma que o educador lhe atribuir.

Celso Antunes
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