UTILIZANDO AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NAS TRANSFORMAÇÕES DO MUNDO DO TRABALHO

A teoria das Inteligências Múltiplas se apoia nas novas descobertas neurológicas procedidas em Harvard e outras universidades dos Estados Unidos, mudando as linhas de conhecimento até então existentes sobre o cérebro humano e colocando em questão os processos mentais que envolvem a memória, a aprendizagem, as emoções e as inteligências em geral. Essa mudança de paradigma sobre a mente humana interferiu sensivelmente no tema da educação e trouxe novas linhas de procedimento para que toda escola, ao lado de sua função estritamente instrucional e socializadora possa também ir se transformando em um centro estimulador de inteligências. É importante realçar que tal alteração não implica em custos ou mudanças de natureza estrutural, ainda que não dispense treinamento de sua equipe educadora.

Durante muitos anos, o cérebro humano foi visto com área impenetrável na avaliação dos processos que utiliza para promover e construir aprendizagem, armazenar memórias, sensibilizar a consciência e desencadear as emoções. Com o advento de novas tecnologias e aparelhamentos observadores de reações neurais “in vivo” tornou-se possível o uso da ressonância magnética e do sistema de Tomografia por Emissão de Pósitrons – P.E.T. que vieram a trazer novos paradigmas sobre a ação da mente humana. Esses estudos revelam que essas inovações, sensíveis a procedimentos relativamente simples e extremamente práticos podem fazer de cada escola e professor, de cada família e empresa, um centro estimulador de todas as inteligências, ampliando de forma extraordinária a qualidade de vida e os limites da pessoa humana.

Sabemos que hoje toda pessoa é herdeira, ao nascer, de um espectro de oito inteligências diferenciadas que deve a sua carga genética e a história evolutiva de seu grupo específico, e que essas inteligências se manifestam em linhas diferenciadas de pessoa para pessoa, mas que, se cuidadosamente estimuladas, podem crescer muito além dos limites herdados.

Em uma metáfora extremamente simplista, seria pensar que o espectro individual das inteligências de uma pessoa seria mais ou menos como a mão esquerda de uma pessoa destra, de reduzida capacidade por pouca estimulação, mas que rapidamente se transforma se o uso da mão direita, temporariamente, é impedido. Adotando-se a linha pesquisada por Howard Gardner é possível falar-se em inteligências linguística, lógico-matemática, espacial, sonora, cinestésico-corporal, naturalista, intrapessoal e interpessoais, estas duas últimas consideradas por muitos como inteligências emocionais.

Desnecessário lembrar que esses estudos e exaustivos experimentos possuem reflexos extraordinários também nas empresas. Se estas, na trilha das escolas, buscarem critérios de seleção pessoal baseado no elenco de inteligências, estimulá-las na direção das competências necessárias ao trabalho, “acordá-las” no empenho das capacidades desejadas, certamente, evoluirão para uma produtividade mais pertinente e, sobretudo, para pessoas mais realizadas.