REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO É FONTE DE INSPIRAÇÃO PARA CELSO ANTUNES

A Rede Municipal de Educação de Itumbiara foi presenteada recentemente por uma crônica escrita pelo renomado autor Celso Antunes: Mestre em Educação, Consultor de Educação da Fundação Roberto Marinho , Sócio Fundador do “Todos pela Educação”, Autor de mais de uma centena de obras sobre temas educacionais publicados no Brasil, América do Sul, América do Norte e Europa. Conheça mais sobre o trabalho de Celso no site www.celsoantunes.com.br

Após encerrar com chave de ouro o ciclo de palestras no Seminário Final do PNAIC ( Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa) em Itumbiara, dias depois, Celso Antunes enviou por e-mail à Secretária Municipal da Educação, Maria Auxiliadora Nascimento Amorim, os seguintes dizeres:

“Prezada amiga Maria Auxiliadora,

Não costumo proceder a oferta de uma crônica de minha autoria senão quando o que descubro me surpreende e fascina. Assim, ao ver o espaço que Itumbiara reserva à Educação encantei-me e escrevi a crônica que agora envio.”

Atenciosamente,

Celso Antunes

SER CRIANÇA EM ITUMBIARA

Atribui-se a genialidade de Albert Einstein a afirmação de que o engenho mais extraordinário ainda não inventado pelo Homem seria uma “máquina de desinventar”.

Isto é, um aparelho capaz de apagar de maneira definitiva da memória humana qualquer outra invenção que se provasse destrutiva e perversa. Com esse engenho se livraria a humanidade para sempre desde a inutilidade do cigarro e o vício a que a ele escraviza, até a bomba atômica, os mísseis balísticos, as guerras assim como as drogas entorpecentes e as armas letais. Com o uso dessa eficiente máquina se apagaria das memórias humanas inventos nocivos que tornam a paz uma utopia para sempre inalcançável. Creio que se esse engenho chegasse um dia às minhas pobres mãos eu de imediato reformularia a geografia, desinventando os países e assim apagando qualquer indício do doentio nacionalismo. Faria da toda terra um imenso “Estado Mundial” e com onipresente Governo Único se promoveria a paz e o amor integral, unindo pessoas de cores e tipos diferentes em sólida irmandade onde ser desigual seria tal como a majestosa desigualdade das flores. Negros, brancos, pardos, anões e gigantes teriam nessa singularidade sua beleza específica que surpreenderia e encantaria a todos como a todos encanta flores brancas, amarelas, vermelhas ou azuis. O Governo Único dividiria de maneira fraterna as fartas riqueza do planeta e assim não haveria ricos ou pobres, feios ou bonitos, gente certa ou gente errada. Para animar a uniformidade haveria, é claro, competições esportivas, mas a tristeza da derrota de alguns seria amplamente superada ao perceber a alegria dos adversários, tal como em utópica olimpíada onde primeiros e últimos se abraçam em gostosa confraternização final. Não seria necessário ao Governo Mundial decretar paz e a felicidade, uma vez que a plena alegria de se irmanar e viver compensaria antecipadamente a certeza de se saber quando era chegada a hora de partir. As pessoas não seriam eternas, mas aprenderiam que toda bela viagem chega ao final com as recordações felizes que se revive e se guarda para sempre.

Nesse Estado Mundial a plenitude gloriosa da vida se colocaria no desabrochar da infância e na felicidade integral de se crescer aberto às fantasias, livre para curtir toda a inocência e em amadurecer sem qualquer medo de viver. Seriam acolhidos em escolas magníficas, verdadeiros palácios de sonhos, que em tempo integral inventariam jogos animados, fazendo do encanto do aprender a surpresa do se transformar. Escolas ocupadas por lindas professoras – pois para qualquer criança sua professora é sempre a criatura mais linda do mundo – que ensinavam ciências nas hortas, matemática nos supermercados, geografia e história nas ruas e nas praças e a linguagem universal na gostosa poesia de descobrir palavras e inventar narrativas. Crianças que aprenderiam com sabor e bem devagar o segredo do paladar, a sutileza do tato, o silêncio mágico do olfato e perceberiam bem devagarzinho a diferença entre o ouvir e o escutar.

Ser criança nesse utópico e fantástico mundo sem fronteiras seria mais ou menos como a felicidade de ser menino ou menina em Itumbiara e até imaginar que todos os outros lugares desse país imenso seriam também emoldurados por escolas mágicas e milagrosas e por algo tão infinito como o perene deslizar de um silencioso Paranaíba.

“Ser criança nesse utópico e fantástico mundo sem fronteiras seria mais ou menos como a felicidade de ser menino ou menina em Itumbiara e até imaginar que todos os outros lugares desse país imenso seriam também emoldurados por escolas mágicas e milagrosas e por algo tão infinito como o perene deslizar de um silencioso Paranaíba.”

Celso Antunes

Pensador Celso Antunes e a secretária Municipal da Educação de Itumbiara, Maria Auxiliadora Nascimento Amorim, durante palestra do PNAIC no mês de novembro

Pensador Celso Antunes e a secretária Municipal da Educação de Itumbiara, Maria Auxiliadora Nascimento Amorim, durante palestra do PNAIC no mês de novembro

Secretaria Municipal da Educação

Secretaria Municipal da Educação

Piscina da Escola Municipal de Tempo Integral José Gomes Pereira

Piscina da Escola Municipal de Tempo Integral José Gomes Pereira

Teatro Municipal Maria Pires Perillo

Teatro Municipal Maria Pires Perillo

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