PILARES DA EDUCAÇÃO

A quase totalidade das mesas existentes no mercado possui quatro pernas. A mesa do professor, a que fica na cozinha e as mesas metálicas que enfeiam calçadas, são exemplos que garantem essa certeza. O sereno e necessário equilíbrio ao apoio de uma boa mesa serve de metáfora para ensinar que a Educação que prepara o aluno planetário dos tempos de agora também se equilibram em quatro pilares, que tais como pernas de mesa, garantem sustentação. Escola que é escola de verdade e aula que não finge ser aula precisa assim ensinar o aluno a “aprender”, ajuda-lo a “saber fazer” (competência), despertar seu “sentimento de grupo e solidariedade” e, finalmente, buscar ajuda-lo a “ser”.

Mas, nem todos os apoios materiais necessitam de quatro pernas. Existem raras mesas, mas frequentes tripés que sustentam câmeras e ainda outras geringonças que vivem muito bem com três pés. E se os quatro pés de uma mesa representam inequívocos pilares para a escola que precisamos o exemplo de objetos apoiados em três pernas também constitui metáfora para se pensar em condições essenciais a uma escola pública, para sucesso de seus alunos em exames do IDEB ou do ENEM. Nesse caso, esses apoios sempre se fazem presente em redes de ensino que, mesmo em lugares pobres, apresentam resultados excelentes, caracterizando “ilhas de exceção” no oceano da mediocridade escolar brasileira. E quais são esses pilares? Parece não haver dúvida que esse sucesso tem sempre a certeza de um ou uma excelente “Secretário ou Secretária de Educação”, “diretores de unidades escolares” dedicados, empenhados, estudiosos e corajosos e “funcionários administrativos” que não sendo professores, são preparados para serem verdadeiros educadores.

Continuando a analogia entre apoios e a educação, chegam-se aos dois pés, comuns na maior parte dos bancos dos jardins. De forma igual ao exemplo da mesa e do tripé, os apoios são essenciais e a falta de um implica em fracasso e tombo literal. Em educação o que mais se parecem aos bancos de dois imprescindíveis pés é sempre o feliz binômio “aluno” e “família”. Escolas com alunos entusiasmados e familiares plenamente envolvidos a essa escola e impulsores desse entusiasmo. Tal como na mesa, no tripé e no banco a presença isolada de apenas um dificulta a aprendizagem e afasta sucesso perene. Como se percebe, chegam-se agora a objetos que se apoiam em pé único, verdadeira coluna e essencial sustentáculo e ainda assim para esses apoios a metáfora é plausível. Se não há sustentação para mesa de cozinha de três pernas ou menos, se também não há para seguros tripés com apenas duas pernas e nem mesmo para banco de jardim de perna única, não há e não pode existir educação, escola e futuro sem a coluna essencial e insubstituível. O “professor”, aqui e ali, é sempre o sustentáculo dos sonhos de amanhã.