Liberdade de expressão ou a Liberdade da opressão

Entre inúmeros outros objetivos, a Revolução Francesa, defendendo os ideais proclamados por Rousseau, pregava a liberdade de expressão, o direito de se proclamar ideias, a garantia do direito de manifestação, sem o qual seria inviável constituir um Estado Democrático de Direito e a favor do qual se construía a civilização e se dignificava as diferenças entre gentes de toda a Terra. Chega-se, entretanto, aos dias atuais e esse sentido de plena liberdade, agora nas redes sociais parece ter perdido sua estrutura original. Vive-se tempos em que a liberdade não mais é usada somente em favor do crescimento intelectual dos povos. Bem na contramão, parece que a cada dia mais pessoas abraçam o doentio culto da individualidade e substituem o respeito ao outro, pela agressividade descabida, pela originalidade da rebeldia.

Como educadores não podemos pactuar com essa tendência, confundindo a liberdade de expressão com libertinagem, agressão a moral alheia, desprezo ao pensar diferente de como devem uma forma única de pensar. Assumindo-se como manada, repudia-se o bom senso, achincalha-se a moral de quem é diferente. Se muitos assim o são, não creio ser essa a postura de um verdadeiro educador e por isso é essencial a atitude corajosa e inteligente de buscar a originalidade, desviando-se de caminhos da vulgaridade, da ofensa, da criação de amanhãs que, inevitavelmente, nos levará ao retorno à barbárie;