A HORA DA FAMÍLIA – UMA DOCE REVOLUÇÃO

A ideia é extremamente simples, o custo baixíssimo, os resultados extraordinários. Escolha um dia da semana qualquer e um espaço de tempo, não superior a uma hora e dê-lhe o rótulo de “a hora da família” ou outro que julgar mais oportuno. Estabeleça que nesse horário a televisão esteja desligada, assim como o rádio, tablets, smarthphones e telefones. Faça desse tempo uma momento de “bate-papo” espontâneo, onde pais, filhos e, eventualmente, outros parentes ou amigos que moram na casa, estejam periodicamente se reunindo para conversarem. Falarem da vida, do trabalho, da escola, dos amigos, das coisas que amam, dos sonhos que acalentam.

O propósito da experiência é romper o sentimento de individualismo, substituindo-o por breves instantes de auto e de heteroconhecimento. Se o assunto não surgir espontaneamente, experimente levantar questões breves e que, todos aí reunidos respondam com espontaneidade. Por exemplo: – o que mais me apaixona é… / nada de deixa mais aborrecido que… / um sonho sempre acalentei é… / na minha opinião “família” é sinônimo de… Para mim, a verdadeira justiça consiste em… / eu acho honestidade… / a verdadeira caridade nada mais é… / para que se possa sentir o outro em si mesmo é necessário…  E uma porção e outras indagações que permitam a conversa, o mergulho nos pensamentos, tal como uma viagem espontânea pelos sonhos. A meta é a substituição da “individualidade” em “comunidade”.

Passado esses minutos, retorne a rotina. A televisão e o rádio podem ser religados e é livre a volta eventuais telefonemas. O proposito desse breve momento é aprofundar conhecimentos, fortalecer a empatia, unir por palavras e pensamentos a solidariedade e a reciprocidade dos que ali estão. Após algum tempo, essa ação, talvez, se transforme em hábito e as pessoas se conhecem melhor, a empatia entre elas se fortalece. Penso ser uma ideia extremamente simples, custo irrisórios, e, com o tempo, resultados extraordinários.

Essa “quase brincadeira familiar”, aos poucos, transforma o “dizer” em “conversar”, as “informações” em “conhecimentos”, a “proximidade” em “afeto” e a imprescindível materialização do sentimento simples de proximidade com a profundidade da empatia, de verdadeiramente se sentir plenamente o outro em cada um.

Desta maneira um grupo de “parentes” se faz uma verdadeira “família”. Fortalece-se a imprescindível “amizade” entre pessoas que apenas estão juntas em grupo que transforma o “viver” em “conviver”.