FERVENDO A “CUCA” DA CRIANÇADA… “SE VIRA! MEU AMIGO”

0,,45218422,00Dizer a uma criança, no lar ou na escola, a frase acima pode ter dois sentidos distintos e que se opõem.

“Se vira, meu amigo” pode ser autoritarismo, arrogância, sentimento de descaso, ação de desprezo à inteligência infantil. Dita para que cause afastamento do adulto, algo que simboliza a vontade de distância, o alto preço do descaso, a mágoa da indiferença.

Mas, quando o “Se vira, meu amigo” surge como proposta de desafio e se acompanha de ferramentas para a ação infantil, ou mesmo para adolescentes é frase admirável que instiga a inteligência, provoca a criatividade, ajuda o uso de habilidades operatórias e a plenitude da competência que bem se expressa pelo buscar “saber fazer”.

Escolas e lares empobrecidos pela proposta inteligente e as ferramentas essenciais ao “Se vira, meu amigo” são ambientes nefastos à Educação Infantil em uma idade admirável que anseia por desafios, busca com intensidade e com sofreguidão a oportunidade de aprender fazendo, criar hipóteses e transformar ideias em ações. Lares e escolas com esse formato geram crianças robotizadas pela ajuda adulta, pelo pronto atendimento servil da oferta, pela formação de “príncipes e princesas” que cercados de escravos, não aprendem a fazer e se usufruem do comodismo perverso do tédio mental, do consumismo irracional e inconsequente.

Os pais têm que se impor e fazer com que os filhos respeitem sua autoridadeEscolas e lares privilegiados pela inteligência desafiadora do “Se vira, meu amigo” (ou “minha amiga”) são entidades plenas de expressões de carinho que acreditam na inteligência, que semeiam a criatividade.

É por essa razão que essas palavras, ou outras que de igual forma incitam à ação, são preciosas não pelo que expressam, pois como acima se mostrou, podem exibir o descaso marcante da indiferença, mas pela propriedade de acender pensamentos operacionais e de se acreditar na fulgurante inteligência que começa a explodir por volta dos cinco anos e cujos reflexos ainda por muitos anos persistem.

Com inusitada frequência pais e professores me abordam desejando investir nas inteligências e na criatividade de seus filhos ou alunos. Bem sei que ao anunciar que o custo financeiro dessa iniciativa é baixo demais os estou desapontando. Muitos creem que o que é excelente ou custa muito ou é apenas uma farsa. Garanto que não é. E exatamente por não ser, quando mais desafios pedem, com maior alegria e segurança, os provoco:

– Se virem, meus amigos, minha amigas.