Editorial

#Gratidão #Amorpelaminhaprofissão #educarpodetransformarvidas

Em cada dez retrospectivas de 2017 que se busca nas páginas de revistas e de jornais da atualidade, pelo menos oito a nove maldizem o ano que finda, lamentam os desvios de rota na caminhada deste belo país, exibem o desespero de tanta corrupção, tantas prisões, tantas propinas.

Não posso, assim, assumir papel opositor e sair em defesa do ano que acabou, mas no plano pessoal, como velho professor e apaixonado cidadão brasileiro, meus olhos se voltam para o ontem imediato e descubro no ano que se foi, momentos de alegria e entusiasmo, gloria irrestrita que, se pudesse, carregaria comigo, inteirinha, para 2018.

Afinal de contas, proferi noventa e uma palestras no Brasil e exterior viajando de norte a sul e por distâncias que se pensa imaginárias. E, em todos os lugares, todas as palestras, a mesma ternura de uma recepção maior que a merecida, abraços que espantam qualquer cansaço e que clamam para que jamais deles possa, um dia, ser possível esquecer.

Percorri as cinco macrorregiões brasileiras e em toda parte o mesmo sorriso, a mansa ternura que sedimenta uma imensa vontade de aprender para, mais que depressa, transformar o que se aprendeu na atividade docente que se busca praticar. Tanto carinho, tantos afagos, tantas alegrias tornam tímida a palavra “obrigado” e a única alternativa que a este professor resta é solicitar que a esse agradecimento se acredite na mais autêntica sinceridade que neste mundo se foi capaz de inventar.

Obrigado a quem me acolheu, obrigado meu Deus para oferecer-me neste epílogo de uma existência, a imensa grandiosidade deste lindo presente, certamente imerecido, mas seriamente inesquecível.