ALGUMAS REFLEXÕES E UMA SINGELA ANÁLISE SOBRE A BNCC

Cabe enfatizar como elemento básico sobre qualquer reflexão sobre a B.N.C.C que o Regimento escolar, a cultura que envolve o ambiente geográfico e histórico desta ou daquela escola e seu regimento pedagógico constituem uma identidade institucional de cada escola e, desta forma, a edição de bases curriculares não visa e não necessita destruir essa singularidade.

 

Assim ao se sintetizar os objetivos de aprendizagem convencionais para cada escola do país e cada etapa do nível de aprendizagem, não abriga pretensões de destruir o consenso dos educadores sobre como se aprende e se transforma o saber em fazer, como é válido crescer na capacidade de expressão e de comunicação e, assim, integrar-se na vida social e econômica que sintetiza e justifica a existência desta ou daquela escola. Dessa forma, as Bases Curriculares não pretendem alterar a promoção do domínio da língua, o conhecimento da cultura local e os valores sociais através dos quais, escola e família se integram.

 

Isso posto, cabe considerar que independente dos pressupostos e sugestões auferidas é sempre será essencial:

 

  • Contemplar as agudas diferenças regionais quanto sua cultura, mudando radicalmente o que com sucesso sempre se fez. Desta forma os fundamentos destas ideias valem como sugestões para o aperfeiçoamento do que se realiza e não sua transformação essencial;

 

Diferente do que, por exemplo, o que ocorre na área da Saúde a formação geral do docente em educação no Brasil não abriga a sempre essencial “residência” através da qual futuros professores são colocados em ação para substituir o simplesmente repetir conteúdos ou se fixar em textos, mas realmente, adaptar-se culturalmente ao que existe no ambiente e também algumas bases para enfatizar e explorar esse saber já praticado, adaptando-o aos itens que aqui se busca sintetizar;

 

+ O conceito geral de “educação” no país, salvo raras exceções, não esclarece as essenciais diferenças entre “ensinar” e “educar” e, dessa maneira pode levar o aprendiz a conquistar novos saberes que, entretanto, jamais se separa de compreender e aplicar e sua realidade valores éticos e morais que sempre significam as raízes essenciais de um país.

 

+ A BNCC reforça a importância inadiável da incorporação por todo aprendiz de “verbos de ação”, como analisar, argumentar, deduzir, classificar, agir e inúmeros outros.

 

+ A BNCC enfatiza sempre a criação e fortalecimentos de vínculos entre o tudo quanto se aprende em aula e como se age no ambiente, onde mais que a preocupação de apenas viver, se agrega a importância em efetivamente também ser.

 

+ Uma crítica que nos parece plausível a Documentação que a BNCC traz ao professorado é apenas um tímido destaque para desenvolver no aprendiz os fundamentos autênticos de uma verdadeira empatia e, dessa forma, tornar o estudante protagonista do saber e do agir, do conhecer transformado em sua lúcida argumentação.

 

+ Educar e verdadeiramente ensinar envolve sempre estímulos às inteligências e suas relações entre saber e ser, refletir a agir.

 

+ Outro ponto que, parece-nos merecer algumas considerações é que em todos os países efetivamente desenvolvidos se percebe em cada estudante uma contínua e sistemática avaliação em suas efetivas potencialidades não apenas como aprendiz, mas verdadeiramente como pessoa humana.

 

Concluindo:

 

Os fundamentos que estruturam as bases da BNCC são efetivamente válidos e significativos, ainda que incompletos e podem (e devem) ser aprimorados com o pleno acolhimento de modelos educacionais de países do Norte da Europa, ou mesmo, com expressivos exemplos de como se reflete a educação em alguns países, vizinhos nossos na América Latina. Não se destacou a importância de uma “educação sensorial” que não deve se isolar de uma aprendizagem conceitual.

 

+ Não percebemos dos documento da BNCC propostas de avaliação da aprendizagem que contemplem a empatia, o protagonismo buscando suplantar a ideias preconceituosa e generalizada do que “ter mais” se equivale a “ser mais”.

 

Cabe finalizar, ressaltando expressivos pontos altos no Documento em análise, onde se pontifica com destaque:

 

  • A importância em se atribuir contexto ao currículo, relativamente a seu entorno social e cultural;

 

  • O cuidado com o preparo da equipe pedagógica para dar coerência aos objetivos formativos dos diferentes componentes curriculares para também promover sua articulação interdisciplinar.

 

  • Promover múltiplas situações que estimulem e propiciem o engajamento e a motivação de estudantes e de professores.

 

 

  • Repensar procedimentos de avaliação formativa que orientem a continuidade do ensino, suprindo deficiências não apenas no “aprender”, mas sobretudo no atuar comunitariamente.

 

  • Destacar a importância da formação continuada de diferentes profissionais de educação (e não somente a equipe docente) em saber criar e desenvolver recursos que consolidem essa meta.

 

  • Aperfeiçoar continuamente a gestão pedagógica da escola, em permanente intercâmbio com a família e com outros sistemas escolares.

 

Referências mais amplas e detalhes de natureza bem mais pragmática procurar em BNCC de Bolso (Como colocar em prática as principais mudanças da Educação Infantil ao Ensino Fundamental – Luís Carlos Menezes. Editora do Brasil – www.editoradobrasil.com.br . Distribuição gratuita