A RELAÇÃO ENTRE PROFESSORES E ALUNOS NAS REDES SOCIAIS

Destacada_840x3701-692x282O debate está em pauta e é preciso avaliar os limites deste relacionamento e suas vantagens na esfera educacional

É indiscutível o avanço da tecnologia e das redes sociais no mundo todo. Entre as crianças e adolescentes, então, nem se discute, pois eles são considerados nativos digitais. Já no âmbito escolar, o uso da tecnologia está pouco a pouco sendo adaptado aos métodos de ensino. Em meio a este ritmo frenético de novas redes e recursos, muitas questões vêm à tona. Uma delas debate a relação entre aluno e professor nas redes sociais. Inclusive, a criação de um perfil pessoal e outro profissional para o professor já foi até discutida, mas especialistas afirmam que não há a necessidade de tal separação. Então, a dica para o educador é ter bom senso e entender a repercussão da exposição da sua imagem, lembrando que as redes sociais são um espaço público frequentado pelos alunos.

Tecnologia do bem
Luca Rischbieter, consultor pedagógico da Positivo Informática Tecnologia Educacional, e o mestre Celso Antunes, participaram de uma discussão acerca do tema “A Relação entre professores e alunos” no programa online Conexão Futura, do Canal Futura. Na visão desses especialistas em educação, é preciso saber tirar o melhor proveito da tecnologia, especialmente com relação ao ensino. Para tanto que, durante a entrevista, citaram um ensinamento de Jean Piaget que se aplica perfeitamente às demandas atuais: “o professor não ensina, ele ajuda o aluno a aprender”.

“A escola ainda é um ambiente conservador, mas as fórmulas caíram. É preciso aproveitar esta qualidade do brasileiro, que é a de se relacionar. Esta é uma ótima chance de o professor trabalhar as relações interpessoais”, afirma Luca Rischbieter. O consultor pedagógico vê a interação entre mestres e alunos como uma oportunidade, uma ótima maneira de refletir sobre o que mais pode ser feito na escola além de dar aulas. “Hoje, consideramos o celular como um ‘superlápis’, com o qual você produz, registra, fotografa, troca. A tecnologia, porém, é ainda subutilizada nas escolas”, afirma o consultor.

Pessoal X Profissional
Os estudiosos ainda reforçam que, mais do que nunca, o professor deve exercer o papel de educador, aquele que compartilha e ajuda. “As redes sociais abrem um caminho admirável para isso. É possível fazer uma aula presencial com continuidade. Já temos nas escolas as competências para lidar com a tecnologia”, reforça Celso Antunes.

Eles ainda afirmam que é necessário o gestor ou diretor da escola estipular as normas de conduta para as redes sociais. Além disso, acreditam que o professor também não deve permitir que a pessoalidade influencie de maneira negativa no contexto escolar. Afinal, pode ser muito confuso para uma criança diferenciar o professor “figura profissional” da “figura pessoal”. Por isso, é preciso manter o profissionalismo e fazer uma separação clara entre a amizade no contexto pessoal e o papel de professor no profissional. Aluno e professor podem ser amigos virtuais, respeitando as diretrizes de idade de cada rede, mas isso não pode impactar na relação em sala de aula. O ambiente virtual pode, sim, ser uma excelente forma de trabalhar as relações humanas e o civismo. A tendência é que a tecnologia melhore a relação entre o educador e o estudante.

Na prática
Muitas escolas utilizam redes sociais próprias para a educação, onde não há tanta exposição do perfil pessoal. O professor deve utilizar estes meios para fortalecer a relação com os alunos, reforçar conteúdos e compartilhar bons exemplos. É possível, ainda, utilizar as redes fechadas para disponibilizar conteúdo, promover discussões online, mediar grupos de estudo, elaborar calendário de eventos ou organizar um chat para tirar dúvidas. Também é interessante utilizá-las para saber mais sobre a realidade dos jovens e, com isso, preparar aulas mais focadas nos interesses deles.

O Educacional, conjunto de soluções oferecido pela Positivo Informática Tecnologia Educacional, também possui uma rede social criada exatamente para este fim. Atimeline permite a conexão de alunos e professores com muita interatividade, incluindo a postagem de novidades, troca de mensagens, curtidas, comentários e acompanhamento das atividades e agenda.

Considerações
Alguns cuidados, porém, devem ser tomados para uma melhor interação entre professores e alunos nas redes sociais. Ao disponibilizar conteúdo extra para os alunos em uma rede social, é preciso oferecer este mesmo material em outros meios virtuais, como a intranet da escola ou um blog criado pelo educador. É importantíssimo ter este cuidado para não excluir os alunos que não participam de redes sociais. Caso utilize grupos abertos, o educador deve estabelecer previamente as regras do jogo. Também é importantíssimo salientar a questão da idade mínima para a inscrição em cada rede social. Para ter um perfil no Facebook, por exemplo, a idade mínima é de 13 anos. Sendo que, se o perfil for criado com uma idade falsa, os pais respondem por qualquer problema ocorrido na rede social. Portanto, é preciso respeitar este limite e, assim, não expor a criança a redes inadequadas para a sua idade e, muito menos, incentivar a sua entrada em redes sem uma finalidade pedagógica. Vale comunicar os pais ou responsáveis sobre as ações propostas pela escola nas redes sociais durante as reuniões periódicas e apresentar o tipo de interação proposta com a turma.

Desta forma, o consultor pedagógico Luca Rischbieter finaliza, lembrando que a escola serve para abrir horizontes e se relacionar. E Celso Antunes complementa: “quando você tem boas ideias e tecnologia, dá para fazer a revolução mais rápido do que a gente pensa”.

E para você, educador, como deve ser a relação entre professores e alunos nas redes sociais? Sua opinião é muito importante para fomentar essa discussão na comunidade escolar. Participe enviando o seu comentário!

Assista ao programa Conexão Futura na íntegra:

Confira também os conteúdos da série #InternetSeguraTecEduc, criados em parceria com a advogada e especialista em Direito Digital, Patricia Peck, com o objetivo de compartilhar com a comunidade escolar a importância do uso responsável dos recursos digitais.

Fontes: Conexão Futura, Revista Escola

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